MATÉRIAS DA FIC FRIO

 

 

TEMPERATURA QUE SALVA VIDAS

Santa Casa de São Carlos (SP) recebe tecnologia IoT Tecumseh (T-Control) para aperfeiçoar o funcionamento do Banco de Sangue da instituição

E m junho deste ano, o Banco de Sangue da Santa Casa de São Carlos, no interior paulista, recebeu a tecnologia IoT (Internet of Things; em português, Internet das Coisas) fornecida pela Tecumseh para monitoramento remoto da temperatura dos freezers que armazenam as bolsas de sangue.

A biomédica coordenadora do serviço de hemoterapia da Santa Casa, Ariane Iazorli, comenta que, conforme as normas de qualidade exigidas por lei, a checagem da temperatura das câmaras frias e freezers de conservação de sangue deve ser realizada frequentemente. “A cada quatro horas, verificamos as temperaturas para garantir que estejam dentro dos parâmetros ideais para cada componente sanguíneo”, diz.

O especialista de produtos da Tecumseh, Luís Sales, explica que a tecnologia IoT (T-Control), utiliza comunicação via web com ferramenta de alto nível para telemetria remota na versão GPRS (Serviços Gerais de Pacote por Rádio, da sigla em inglês). “Foram instalados sensores de temperatura, de porta aberta, tensão e corrente elétrica nas câmaras frias e freezers. Um transmissor de sinal por GPRS faz a coleta dos dados em tempo real e envia as informações ao usuário responsável pela manutenção de tais equipamentos, que podem ser acessadas por celular ou computador”, conta Sales.

Se os valores medidos estiverem fora dos limites especificados, o equipamento T-Control da Tecumseh emite sinais de alerta para que ações de correção sejam tomadas rapidamente. “Com os sensores, conseguimos ter um maior controle da temperatura dos equipamentos, diminuindo a chance de perda de bolsas de sangue por instabilidades de temperatura”, relata Iazorli.
 

Parceria

 

A ação para que a Santa Casa recebesse essa tecnologia foi uma parceria da Tecumseh com o Rotary Club de São Carlos Pinhal e a Enactus UFSCar. Após identificarem as necessidades do Banco de Sangue da Santa Casa de São Carlos, a organização sem fins lucrativos, formada por estudantes universitários que visam à melhoria da sociedade por meio da ação empreendedora, planejou ações que pudessem auxiliar a instituição por meio do Projeto TipO+, criado em 2016.

O presidente da Enactus UFSCar, Ítalo Tonelli, explica que esse projeto surgiu a partir de uma ferramenta de prospecção de comunidades desenvolvida pelo grupo. “Desde o surgimento do projeto, agimos por diferentes frentes de atuação no Banco de Sangue, compreendendo suas demandas e buscando formas de solucioná-las através do potencial acadêmico e tecnológico que temos em nossa universidade”, conta.

Uma das ações do Projeto TipO+ foi o desenvolvimento de sensores que melhorassem a atuação do serviço de hemoterapia do hospital. “Decidimos nos envolver no processo por identificar que poderíamos ser um elo entre todo o potencial intelectual, que muitas vezes fica retido na universidade, e as demandas identificadas no hospital”, acrescenta a líder do Projeto TipO+, Milena Castro. A partir disso, o grupo buscou a parceria com o Rotary para o prosseguimento da ação.

Após uma apresentação da Enactus UFSCar, no final de 2017, o Rotary, rede global de líderes comunitários, teve conhecimento do projeto. Nessa ocasião, estava presente o diretor de Marketing da Tecumseh, Homero Busnello, que propôs que um projeto conjunto fosse estudado para a automação do Banco de Sangue.

Segundo o presidente da gestão 2017/2018 do Rotary Club São Carlos Pinhal, Edilson dos Santos, o envolvimento e a participação na ação demonstram os preceitos do grupo de buscar soluções para problemas mundiais. “Decidimos nos envolver pois o projeto iria beneficiar a Santa Casa e, como rotarianos, pretendemos causar mudanças positivas e duradouras em nossa cidade e no mundo, e então contribuímos também financeiramente, subsidiando o projeto”, relata.

Após as observações dos setores de Pesquisa e Vendas da Tecumseh, o projeto foi concluído. O orçamento foi, então, apresentado ao Rotary e submetido para análise e aprovação via subsídio distrital. “O Rotary financiou o estudo do desenvolvimento tecnológico no serviço de hemoterapia e instalou cinco equipamentos T-Control e, em seguida, a Tecumseh doou mais um equipamento. Assim, todos os freezers e câmaras frias passaram a ser monitorados”, destaca Sales.

Além disso, a Tecumseh se responsabilizou por preparar todo o pessoal responsável pelo acompanhamento e manutenção dos sistemas refrigerados do Banco de Sangue. “Houve um treinamento com instruções passadas presencialmente na Universidade Corporativa Tecumseh, em junho de 2018. Nesta oportunidade, os colaboradores receberam material didático personalizado para a aplicação da tecnologia IoT na Santa Casa”, lembra Sales.

Essa ação sanou um dos principais problemas identificados, além de acelerar e potencializar a coleta de resultados do Banco de Sangue da Santa Casa. “Empregar a tecnologia IoT a serviço das pessoas é uma forma de assegurar qualidade e preservação dos serviços do Banco de Sangue, de maneira a tê-los sempre disponíveis para quem precisa. Medidas como essas permitem que a equipe tenha maior parte de seu tempo dedicado a suas funções, deixando para a tecnologia IoT a responsabilidade pelos monitoramentos repetitivos, inclusive no caso dos alarmes”, conclui Sales.


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