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CHOPE GELADÍSSIMO COMEÇA PELO COMPRESSOR

Atualmente, o setor cervejeiro movimenta cerca de 1,6% do PIB nacional, e o consumo anual de chope e cerveja no Brasil chega a 60,7 litros per capita, segundo a Associação Brasileira de Cerveja.  Para efeito de comparação, na França cada pessoa bebe por ano 52 litros da bebida. Voltemos à cerveja, mais especificamente ao chope, que nada mais é do que uma cerveja não pasteurizada armazenada sob pressão, no que conhecemos como barril. As torneiras da chopeira controlam a pressão do gás carbônico, determinando a qualidade da bebida e do colarinho. É sabido que no Brasil há vários tipos de chopeiras. Mas aqui, vamos destacar três dos modelos que são mais utilizados no mercado brasileiro: o de expansão direta, o de banho e o do tipo kegerator, na qual o barril é resfriado.

Como funcionam? Na chopeira de expansão direta a bebida é refrigerada, passando por dentro de uma serpentina fabricada em aço inox, que fica imersa dentro de um recipiente com fluido refrigerante na fase líquida. Desta forma, o recipiente contendo o fluido refrigerante funciona como um evaporador, baixando rapidamente a temperatura do chope. Este sistema praticamente aciona o compressor hermético todas as vezes que o dosador do chope é utilizado. A vantagem deste processo é que ele assegura que a bebida sairá a exatos 0 °C. O sistema de expansão direta permite também  que em poucos minutos se inicie a extração do chope e, a partir dela, de forma contínua.

Enquanto nas chopeiras do tipo banho, o resfriamento da bebida é feito pelo glicol, que por sua vez é refrigerado pelo fluido refrigerante. Este conceito de chopeira necessita de mais tempo do que as demais para que a extração da bebida seja iniciada, levando algumas horas para saborear a bebida em temperatura ideal. Contudo, sua utilização está concentrada em bares e restaurantes. São aplicações que chamamos estáticas, pois o equipamento está fixo no estabelecimento. Diferentemente da chopeira de expansão direta, que é adotada tipicamente para ser usada em festas, churrascos e outros encontros fora do ambiente de uso contínuo. Já o terceiro tipo de chopeira pode ser chamado de kegerator. Neste caso o equipamento recebe a bebida em barris, podendo ser pressurizados ou não. A refrigeração se dá através do barril. Embora seja um sistema mais simples para atingir a temperatura necessária da bebida é o mais demorado, levando aproximadamente 24 horas para refrigerá-la, como consequência de um tempo longo para que a temperatura abaixe na faixa necessária de resfriamento. Este tipo de equipamento é comumente encontrado em cervejeiras artesanais, de baixo consumo.

No que diz respeito aos tipos de chope mais comuns encontrados por aqui, no Brasil, temos o Weiss, que tem como matéria-prima principal o trigo; o stout, chope preto; e o mais popular: o pilsen, conhecido por ser leve e refrescante. Agora que você já conhece um pouco mais sobre chopeiras e chopes, antes de beber seu próximo chope confira a seguir os compressores Tecumseh que são aplicados nos diferentes tipos de chopeiras, saúde!

SAIBA MAIS: A história da origem da cerveja* remonta a idade da pedra. Foram encontradas evidências nas montanhas de Carmel, próximo a Haifa, em Israel, artefatos que são datados de 13000 anos! A primeira confirmação química da existência da cerveja data de cinco milênios AC, no atual Irã. E documentada na história escrita no antigo Egito e Mesopotâmia. Na China artefatos antigos evidenciam tal bebida há 7000 anos AC. A palavra schoppe ou ainda schoppen tem origem na língua alemã, que significa o nome de um copo usado para servir bebidas em locais públicos de fabricação de cerveja caseira. No Brasil, o copo é chamado de tulipa, em referência a flor. Já o nome , chope,  adotamos para a cerveja não pasteurizada, ou seja, a cerveja fresca. A Língua Portuguesa adotou a escrita assim: chope, com um p só e a letra e no final. Mas os regionalismos admitem várias formas, como chopp, chops, chopes,  chopinho, choppe, chopaço e por aí vai. Um dos  exemplos regionais do Brasil é o clássico falado na cidade de São Paulo, em que se costuma conjugar o plural de forma  incorreta, mas ao mesmo tempo tornou-se uma frase muito eficiente nos bares e restaurantes populares:  “ô garçom, me vê um chops e dois pastel? ” Se vier gelado, sem problemas!

Fonte: *www.en.wikipedia.org

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